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Lúcifer Lucy era uma rapariga cheia de luz com uns olhos brilhantes que iluminavam tudo e todos, era atraente e vestia-se como tal. Possuia toda a felicidade, mesmo que não se sentisse todos os momentos assim, mas, ainda assim, ela sorria, e o rosto iluminava-se, bem como os seus olhos, tinha muitos amigos, mas um dia tudo isso mudou, e tu desabou. Os amigos começaram a desaparecer só sobrando um, que mais tarde foi embora, ele era o seu suporte para aguentar com os problemas que tinha em casa mas teve que ir embora ficou devastada, os seus problemas começaram a aumentar via-se sozinha num mundo de estranhos, com medo de tudo e de todos, o seu brilho desapareceu por completo ela queria voar, mas alguma coisa a impedia, todos os dias, se via, se sentia sozinha, sem ninguém a quem recorrer, quando alguém falava com ela, 'exigindo' saber o que se passava, ela sentia-se demasiado mal, demasiado triste, demasiado desamparada, para o dizer, para falar, para escrever aquilo que se estava a passar. Escondeu-se, esconde-se no seu pequeno canto todos os dias, escondia-se no seu refugio, chorando por dentro, gritando por dentro, refugiando-se numa pessoa, numa pessoa que nem sequer conhecia pessoalmente, numa pessoa que nem sabia que ela existia, mas que lhe era a sua maior força Tom Kaulitz, o famoso guitarrista da banda que lhe mesmo indirectamente lhe dava força para continuar, a quem todos chamavam de sexgott a quem todos criticavam por não se prender a ninguém, por usar as mulheres da forma que quer e bem lhe apetece, esse Tom era o seu maior refugio, quando ele sorria ela sorria também, ele era a sua maior alegria, o que a levava para outro planeta, onde ela era feliz, mas um dia ela caiu na dura realidade de estar sozinha, e viu que o sorriso que via no Tom era um sorriso falso, que estava estampado na parede, que sorria enquanto ela chorava, que sorria por pura hipocrisia porque o seu trabalho assim o dizia. Houve um dia em que ela não conseguia mais ouvir e calar, ela respondeu, nesse dia ela não se importava com nada, sentia que a sua missão tinha chegado ao fim, a sua tortura permanente não tinha mais sentido e o seu único desejo era tornar-se invisível aos olhos de todos, chegou a casa e mais uma vez respondeu nesse dia ela apanhou, mas não conseguia chorar mais, as lágrimas não caiam, estão penetradas na pele dela, infiltradas, não deixando que qualquer partícula brilhante rolasse dos seus belos e agora escuros, olhos dela, ela queria acabar com tudo. De uma vez, por todas. Nesse dia ela saiu da sala não dizendo uma única palavra, apenas foi buscar o casaco, olhou uma foto, o poster agora rasgado e disse: desculpem!! - saiu batendo com a porta. Apanhou um autocarro, dentro do autocarro as pessoas olhavam-na viam como é que uma rapariga tão bonita pode estar tão mal, como é que uns lindos olhos podiam estar tão escuros, tão sem vida, tão sem brilho, e ela caminhava pelo frio da noite, tremendo, com frio, sem uma mão a quem recorrer, sem um abraço para a aquecer. E ela arfava contra o ar gélido, enquanto a chuva começava a cair de manso alojando-se na sua pele, mantendo-a ainda mais gelada, como se estivesse morta. A ponte, onde num salto, num passo em falso, tudo podia desaparecer debaixo dos pés dela sem que ela desse conta. Onde a vida podia acabar num instante, num segundo, e onde ninguém a podia agarrar, porque agora era a decisão dela, e só dela "saltar ou não saltar?" não havia ninguém presente ali, num único e simples gesto ela podia acabar com tudo, com o sofrimento, com a magoa, com a solidão, com a ilusão e principalmente com a vida. O vento era o vencedor, assim como a dor. "o que me resta mais desta vida?" e a sua voz reinava no vento. O barulho de risadas e de conversas das pessoas faziam-na perguntar: e a mim quem me ouve? Olhou para o rio espelhado pela lua e mais uma vez perguntou no escuro "e a mim... quem me salva?". O vento tocou-a, beijou-a, em sinal de resposta, mas ela não parecia ouvir, não queria ouvir. Era agora a decisão dela, acabar com a vida, ou continuar a sofrer. Lúcifer, Saltas ou não saltas? Biscoitah Elly- ana
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